09 outubro, 2009

Igreja de Torre de Moncorvo (4)


"A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz da vila de Torre de Moncorvo, ergue-se no local de um templo paroquial primitivo da Baixa Idade Média. O ambicioso e majestoso monumento que hoje vemos iniciou-se em 1544. É uma obra maneirista, austera e de linhas severas, com contrafortes pronunciados e dominada pela exuberância e altura da fachada principal. Esta divide-se em dois corpos verticais sobrepostos: o inferior, que corresponde ao portal principal e às duas ordens de nichos que o sobrepujam, e o superior, formado integralmente pela maciça torre sineira.

O interior do templo encontra-se organizado segundo o esquema de hallenkirchen (igrejas-salão), sendo os cinco tramos das naves abobadados à mesma altura. Nas suas proporções e disposição geral, o interior revela a mesma austeridade e racionalidade do exterior, como se testemunha na longa série de tramos do corpo da igreja simetricamente abobadados. A capela-mor ostenta na parede fundeira um retábulo barroco de talha dourada, e nas paredes laterais frescos alusivos a cenas bíblicas, entre as quais uma Última ceia. Outra notável campanha moderna foi a que deu origem ao retábulo lateral na nave do Evangelho, do século XVII, e com painéis alusivos à Paixão de Cristo".

Fonte do texto: IPPAR

06 outubro, 2009

Igreja de Torre de Moncorvo (3)


Mais uma fotografia da igreja matriz de Torre de Moncorvo, esta carregada de fantasia.

03 outubro, 2009

O vale era lindo!



"O vale era lindo. Das varandas do casal abarcava-se uma boa porção dessa planura ubérrima, apertada entre as serranias ásperas e medonhas. A Vilariça é uma espécie de coliseu, sendo a arena a planície alongada ao correr da Ribeira, desde lá da Burga até ao Douro; e os anfiteatros circundantes os lanços de encrespamentos montanhosos, aqui mais suaves, ali mais abruptos, sobre que o céu se fecha, como uma cúpula.
Defronte, cai o cerro da Cardanha quase a pique, sobre a estrada que ladeia o vale em rectas compridas, servindo as quintas do Zimbro, da Tarrincha e da Silveira, cujos casais se lobrigam no sopé dos barrais, a branquejar entre eucaliptos e acácias.
Num raro descanso que o granítico cerro consente, divisa-se a capelinha branca da Senhora do Castelo, de telhado em bico, que tira o nome de alguma fortificação ali estabelecida pelos romanos, com é lógico deduzir-se numa região onde há restos de estradas, de pontes e potes de moedas do tempo dos iluminados Césares.

Lá mais para jusante, onde a estrada inflecte para atravessar o Sabor na ponte grande, ainda se descobrem uns fragmentos de muralhas coroando um pequeno outeiro, onde me disseram existir, em tempos remotos, o povoado Vila Rica de Santa Fé origem, com pouca modificação de forma, do nome que o vale hoje conserva: Vilariça.
Da banda de cá, a limitá-lo, a serra da Lousa, rochosa e escura como a da Cardanha, e os montes e vales que descem aos borbotões da Horta, do Nabo e de Vila Flor, para estacar de pronto na margem da fecunda planície, como um esquadrão de cavalaria a que se puxa a rédea, num esticão.
Nesse enquadramento de taludes, sulcado ao centro pela ribeira, debruada a choupos, e dividido em canameiras e quintas famosas - o Lameirão e a propriedade do Dr. Águedo de Oliveira, além das já citadas e de muitas outras - descansa o vale, sereno como um lago, verde como uma seara em Abril.

De tudo dava essa Terra da Promissão, como Pinho Leal a alcunhou. Para se avaliar da capacidade de produção, está escrito que, duma vez, de 14 alqueires de trigo semeado, se colheram 2400!!!
Olivais, vinhas, amendoais, pomares, hortas, arvenses, cânhamo constituíam um mar de pujança que era riqueza para vós, para os muitos obreiros que ali ganhavam o pão e para o fomento do país que tinha na Vilariça uma fonte de produção apreciável.
O vale era lindo!!

Excerto retirado do livro "O Homem da Terra" de Luís Cabral Adão, publicado em 1986. O texto foi possivelmente escrito na década de 60.

02 outubro, 2009

Detalhes em Ferro (9)

Detalhes em ferro numa porta muito marcada pelo tempo. Podia ser em muito lugares mas é na zona do castelo, em Torre de Moncorvo.

30 setembro, 2009

Capela de Nossa senhora dos Remédios


A Capela de Nossa senhora dos Remédios, foi edificada no séc. XVII sobre o arco da porta do lado nascente da antiga vila medieval de Torre de Moncorvo.
No interior encontra-se um altar de talha dourada, que possui ao centro um nicho onde está a imagem da Senhora dos Remédios.
Fonte: Sítio da CM de Torre de Moncorvo

29 setembro, 2009

Cabeça de Mouro (2)

Cabeça de Mouro é um dos lugares pertencentes à freguesia de Cabeça Boa. Apesar de já ter passado junto à aldeia por várias vezes, nunca tive tempo para entrar e fazer uma visita mais calma.
Esta é uma vista parcial da aldeia, tirada da estrada que vem de Cabeça Boa. No alto, mesmo no cimo do monte, vê-se a pequena capela do Espírito Santo.

22 setembro, 2009

20 setembro, 2009

Aconteceu, dia 19







Foto-reportagem do descerramento da placa de memória da mestra Marquinhas dos Remédios, que se realizou no dia 19 de Setembro, em Torre de Moncorvo, junto ao Torreão.

Fotografias de Arnaldo Silva

16 setembro, 2009

Museu da Fotografia em Torre de Moncorvo



A paixão pela fotografia levou um professor a criar um museu em Torre de Moncorvo. Arnaldo Silva conseguiu recolher milhares de imagens e de objectos associados à actividade fotográfica no Douro Superior.

Fonte: RTP