15 agosto, 2009

Cabeça Boa (2)

Varandas típicas, em ferro forjado, em Cabeça Boa.

13 agosto, 2009

Açoreira (2)

Vista parcial de Açoreira.

10 agosto, 2009

Cão de fora


“Quando olhamos para alguém, logo julgamos sem conhecer.
Por vezes julgamos mal somente pelo parecer.
Com o tempo conhecendo a pessoa, vemos que nos tínhamos enganado a seu respeito, por isso mais vale não julgar, mas aprender a conhecer e cultivar a amizade.
Curiosa terra esta de gente fina e sabida, quando cheguei a Moncorvo, já lá vão 13 anos, todos me olhavam com curiosidade e até agressividade.
Com o tempo foi sendo conhecido e adoptado, até que um dia um já falecido Sr. me chamou cão de fora.
Tais palavras ainda hoje me ecoam na cabeça, como que me lembrando que não pertenço aqui.
O certo é, com o tempo já não sei de onde sou.
Hoje de uma Moncorvense tenho um filho que se afirma Moncorvense também, ficando cada vez mais as minhas raízes enraizadas nesta terra.
Serei cão de fora ou já da terra?”

Solitário

(Enviado por email)
Fotografia: Cachorro de olhar meigo, em Peredo dos Castelhanos.

08 agosto, 2009

Céus de Moncorvo (1)


Nos fins-de-tarde de Agosto sabe bem dar um passeio pelas ruas calmas de Moncorvo. Com um pouco de sorte (e alguma sensibilidade) podemos ser surpreendidos com paisagens como esta.

06 agosto, 2009

Nossa Senhora do Amparo - Felgar

De 20 a 24 de Agosto, no Felgar, festas em honra de Nossa Senhora do Amparo.
Fonte: António Cristino

Foz do Sabor (1)

Os barcos dos pescadores da Foz do Sabor são dos motivos mais fotografados do concelho de Moncorvo. Também eu quis fazer uma homenagem a este lugar tão bucólico, com uma fotografia que pretende transmitir a atmosfera que ali é possível encontrar.

04 agosto, 2009

Porta em Carviçais

Porta em Carviçais. Além da cor e dos pequenos corações recortados para ventilação, tem dobradiças e uma fechadura em ferro bastante curiosas e fora do vulgar.

03 agosto, 2009

Pensamentos profundos

Há temas pouco abordados, quer na poesia, quer na prosa. Talvez porque é desagradável falar neles, ou simplesmente por um desvio inconsciente de se falar ou escrever sobre o que mais nos atemoriza.
É interessante quão poucas são as pessoas capazes de expor de alguma forma o que pensam sobre a morte. Assunto mórbido, dirá a maioria. Claro ! E com razão. Mas o certo é que de alguma forma, mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos frequência, com ou sem intenção, este assunto surge sem convite.
Eu costumo dizer que o facto de acreditarmos numa realidade, de maneira nenhuma nos obriga a aceitá-la. O que é mau é sempre mau, bem que nalguns casos o que é mau, seja de certa forma um alívio de algo pior.
Ter medo, às vezes é saudável, pode proteger-nos de muitos perigos, mas sinceramente o medo de viver é bem mais assustador do que o de morrer.
Isto, porque enquanto vivemos existe algum poder, limitado é verdade, mas existe. Podemos direccionar sentimentos, tomar decisões e orgulhár-mo-nos delas, controlar de alguma forma aquilo que dizemos e fazemos, admirar com todos os nossos sentidos o que de mais maravilhoso possamos encontrar, … mas sem fugir à realidade. Sim, podemos dar-nos conta também de ter como provável ou certo algo mau, mas a consequência dessas certezas num ser inteligente e capaz como o de um ser humano devia ser o de desfrutar com apreço, respeito e amor o que de mais frágil e valor temos: a vida.
A morte

A morte, inimiga de quem ama,
amiga do sofrimento e da saudade.

Todos a temem,
menos aqueles que ela já arrebatou.

A morte, tira a vida mas não a apaga.
Rouba as vidas de quem as possui,
mas não elimina as lembranças de quem continua a viver.

Por isso, vivamos com todo o vigor
e façamos viver aqueles que partiram
com forte recordação.

Séfora R.

(enviado por email)

31 julho, 2009

Cabanas de Baixo - igreja

Longe das estradas movimentadas, Cabanas de Baixo, pertencente à freguesia de Cabeça Boa, é daqueles lugares de poucas vezes nos lembramos. Felizmente essa situação tem-se alterado quer pelo melhoramento nos acessos, quer pela crescente popularidade dos peixinhos do rio que aqui se podem comer.
A fotografia mostra a igreja de Cabanas de Baixo.

Moncorvo é notícia - Jul09

30 julho, 2009

Amar é...


Amar é

dar provas e não testar
edificar sem derrubar
ter e não exigir,

é alimentar o conseguido
preservar o já vivido
nada dando por conquistado.

Amar é

ser incondicional
independentemente do mal
que na vida pode arrastar,

é apoiar sem reservas
mesmo que nas trevas
ás vezes nos faça andar.

Amar é

acrescentar sem subtrair
ser leal e não trair
mesmo num mundo sem valores,

é estar sempre apaixonado
viver a vida empenhado
em demonstrar carinho e afecto.

Amar é sobretudo
ser macio como o veludo
e leve como uma flor,

é apesar e acima de tudo
conseguir sem sufocar
o fazer sentir o outro
o significado da palavra amar.

Poema dedicado ao meu marido, com quem venho de completar 12 anos de casamento.
Séfora R. para Solitário.