26 junho, 2009

Fel-da-terra

O Fel-da-terra (Fumaria officinalis) é uma planta muito apreciada para chá, mas também é muito fotogénica.
Tirei esta fotografia junto ao Rio Sabor.

24 junho, 2009

Flashback

Peguei num grupo de fotografias que postei no Blogue ao longo de sensivelmente um ano e criei um diaporama com fundo musical de forma a facilitar uma "viagem" agradável por alguns dos locais mais bonitos do concelho. É uma pequena amostra, apenas uma visão, uma forma de sentir. Espero que gostem.


Nota: No mosaico acima a fotografia do canto superior esquerdo é de autoria de Jorge Delfim e a do canto inferior esquerdo é da autoria de vasdoal. As restantes são de minha autoria.

23 junho, 2009

Detalhes em Ferro 7


Mais um bonito portão em ferro forjado. Desta vez a fotografia foi captada no Castedo.

22 junho, 2009

Viagem


(Excerto)
....

Com o pecado do jardim praticado,
Com o fruto amaldiçoado, de tanto desejado,
De sagrado a profano foste condenado.

Saído do centro materno sagrado,
Após pela terra teres vagueado,
Ao centro da terra foste levado,
Para daí ao sagrado seres retornado.

Aí, na gruta, é o novo caminho iniciado.
A caveira parada, a ampulheta fugindo,
Do negro, eterno, nada saindo,
Profundo, o negro, tudo engolindo.

E a espiga de trigo, loira, da cor do trigo,
Prenhe de vida te sorrindo,
Numa luz de aurora se abrindo,
Numa planície sem fim, da cor do trigo!

....

J. Rodrigues Dias

A Fotografia mostra uma flor de alho e foi tirada na Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça.

21 junho, 2009

Roupa lavada


Casa humilde na Adeganha.

20 junho, 2009

19 junho, 2009

Cabeça Boa

Perdida no meio das fragas, poucos serão aqueles que se aventurarão a percorrer as ruas estreitas de Cabeça Boa, agora calcetadas com paralelos de granito. Nem sempre foi assim. Mas aqueles que se aventuram descobrem facilmente que há séculos que o homem aqui criou raízes e as marcas são bem evidentes. As ruas são jardins, as pessoas simpáticas, as pedras cheiras de histórias. Alguém imaginará que esta humilde casa já foi uma taberna? Alguém terá tempo para registar numa forma duradoura as mil recordações que ainda persistem da "antiga" Cabeça Boa (a meia dúzia de casas em ruínas ao fundo, na fotografia)?

18 junho, 2009

Lousa 2

Na Lousa podemos encontrar varandas como esta. São miradouros mágicos onde gerações olharam do alto o mundo à sua volta. Hoje estes miradouros estão praticamente vazios, mas nem todos.

17 junho, 2009

Exposição 35 anos de Torre de Moncorvo


Uma viagem de 35 anos, cheia de gente que já não está e de outra que regressou.
Moncorvo visto pelo olhar de Assis Pacheco, vindo de Lisboa, de Rogério Rodrigues, da terra, mas exilado na cidade, e da palavra, sempre lúcida, do Afonso Praça do Felgar, a coberto do olhar fotográfico do Leonel Brito, também da terra, mas exilado no Alentejo.
Uma exposição de encontros, de memória, mas um itinerário das transformações ocorridas, em 35 anos, no nosso concelho. Hoje melhor do que ontem; amanhã, por certo, melhor do que hoje.
Esta exposição traça um percurso, desde a terra batida à derivação do IP 2 e força-nos a pensar e a reconhecer quanto estes 35 anos mudaram a paisagem e os costumes de Moncorvo.

Reportagens:
  • Moncorvo Zona Quente em Terra Fria”, no jornal “República”, Março de 74 ;
  • Moncorvo, o Futuro não tem Pressa”, em “O Jornal”, Fevereiro de 84;
  • Moncorvo o Presente, ao menos”, Junho de 09.

Documentários:
  • Estevais Ano Zero”, Junho de 75 ;
  • Velhas Profissões” (Lagar da Cera, o Moleiro, a Tecedeira, o Oleiro), Setembro de 75;
  • Encomendação das Almas no Nordeste Transmontano”, Abril de 1979.

300 fotografias e fotogramas de 74 a 09.

16 junho, 2009

Estão as fontes entupidas


I
Moncorvo tem muita fonte
Mas nenhuma está a correr
Vêm os passarinhos do monte
E não têm água para beber

II
Que está a fonte da Praça a fazer
Triste sem se poder queixar
Por não ter água a correr
Está-se a degradar

III
A antiga Fonte de Sto. António
Também deixou de correr
Pobre é o nosso património
Que estão a deixá-lo morrer

IV
Colocam a fonte na Praça
Para lembrar o antigamente
Mas não tem nenhuma graça
Sem ter água corrente


V
A fonte da Corredoura
Era das mais privilegiadas
Varrem-lhe o lixo à vassoura
Por ter as torneiras fechadas

VI
A da Praça das Regateiras
É de todas a mais pobre
Serve para fazerem asneiras
E ter lixo que lhes sobre

VII
A fonte das Aveleiras
É a única que está a correr
Agradecem as pombas da igreja
Para irem lá beber

VIII
Não há água para beber
Nenhuma água é boa delas
Deve-se reconhecer
Que a melhor é das Lamelas

José Manuel Remondes

15 junho, 2009

Mau tempo no Sabor

Os primeiros dias de Junho têm-nos surpreendido com constantes mudanças no estado do tempo. Há dias, numa passagem pela Foz do Sabor, sob um calor abrasador, fiz esta fotografia do rio Sabor, pouco antes de se juntar ao Douro.