Mostrar mensagens com a etiqueta Torre de Moncorvo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Torre de Moncorvo. Mostrar todas as mensagens

08 abril, 2014

Feira Medieval 2014

Torre de Moncorvo realizou mais uma Feira Medieval integrada no programa das Amendoeiras em Flor. O principal dia do evento foi  14 de março, com a saída do cortejo medieval do Agrupamento de Escolas em direção ao centro da vila.
Não me foi possível assistir ao cortejo, sexta é dia de trabalho, mas ao fim da tarde ainda me desloquei a Torre de Moncorvo para ver um pouco do que se passava por lá.
Fiquei admirado com a dimensão do evento.
No Largo General Claudino decorreram a a maior parte das atividades  com peças de teatro e exibição de cetraria. As habituais barraquinhas preenchiam o largo, com a presença marcante de mendigos (Grupo de teatro, Alma de Ferro).
Na Praça Francisco António Meireles decorreu a Feira de Artesanato com mais de 30 expositores.
 Para complementar a animação não podia faltar o espaço de comes e bebes no Largo Balbino Rego, junto ao Museu do Ferro, com tasquinhas e um espaço para refeições e animação musical.

Também marcante foi a apresentação de Vídeo Mapping na Igreja Matriz de Torre de Moncorvo.
Não faltaram razões para uma visita a Torre de Moncorvo e para comprar os produtos da terra que são muitos e variados, com destaque para as amêndoas e para os queijos (na minha opinião, claro).


21 março, 2014

Reboredo

Oh Serra do Reboredo
Tua alma abre-so no vento
E leve e subtil o sou pulsar
Marca o pensamento
Dos teus filhos
Lá longo dos teus pinhos longínquos.

Oh Serra do Reboredo
O cheiro dos teus cedros
Deixou um rasto tão fundo
Que no fundo do tempo e do mundo
Ainda impregnará as mãos
Que um dia os tocaram.

Oh Serra do Reboredo
Asa protectora de ave sábia
Que atravessou o mar,
Viu a terra, sorveu o ar
E regressou ao ninho
Antiquíssimo.

 Oh Serra do Reboredo
Que vives na terra
Que vive em meus dedos
Tenho um segredo
A brisa to leva e ao ouvido to diz:
"Não te esqueci".

Poema de Júlia de Barros Biló
(1953)
Do livro "Somos Poeira, Somos Astros".

18 outubro, 2013

Alma de Ferro - Aniversário

 Conheci o Grupo Alma de Ferro por aí, À Descoberta. Mesmo sem nunca os ter visto em palco, aprendi a admirar a sua postura, a alegria e o à vontade com que se apresentam no meio das pessoas, vestindo a pele de loucos, mendigos ou de membros da nobreza.
Despidos das personagens mantêm a mesma abertura, alegria e camaradagem. Por isso, acalentava a ideia de me deslocar a Torre de Moncorvo para os ver atuar "à séria". Quando vi o cartaz do 5.º Aniversário, a 13 de Setembro, pensei para comigo - Não posso perder esta oportunidade.
Consegui mobilizar a família e alguns amigos para um a passeio à vila. Uma volta à igreja, a subida ao castelo e porta da vila, um bom jantar num restaurante de que já tinha saudades, fizeram parte do programa que antecedeu a festa de aniversário.
 À hora marcada estávamos no Celeiro. Os lugares estavam todos preenchidos e o espetáculo começou.
Não sou grande apreciador de teatro, também porque as oportunidades de assistir a uma peça não são muitas, mas o que é certo é que ri a bom rir, enquanto desfilaram pequenos excertos de várias peças saídas do baú das memórias do Alma de Ferro.
A distância entre o palco e plateia era tão curta que os dois espaços fundiam-se. A cumplicidade era completa e as palmas eram fartas, francas e ... merecidas.
Terminada a apresentação foi feita uma pequena homenagem à escritora da terra Dr.ª Júlia Biló. Adoro a forma como escreve e fico sem saber onde termina a realidade e começa a ficção, ou mesmo se não há ficção.
Todos foram convidados para uma fatia de bolo e um copo de champanhe. Foi uma boa oportunidade para cumprimentar alguns amigos, que não via há algum tempo. Foi também um bom momento de confraternização, a oportunidade de felicitar o grupo pelo percurso feito e pela sua resistência. Afinal o nome Alma de Ferro é cheio e significados e foi muito bem escolhido.
Espero voltar mais vezes... a Moncorvo,..  ao teatro, de preferência para ver o grupo Alma de Ferro.

28 setembro, 2013

Outono


Outono vai-se embora
Ficam, as folhas caídas
Sempre que chega a hora
Ficam as árvores despidas.

Vêm os dias escuros,
Chuvosos,de nevoeiro.
Vem o Inverno a seguir
Até acabar o Fevereiro.

Mas é também no Outono
O dia de São Martinho.
Bom é o convite de dono
Para provar o seu vinho.

É o tempo das castanhas
E de fizer a marmelada.
Outono tem suas manhas
Para não ficar sem nada.

Tem dia de todos os Santos
Tem o dia dos Finados.
Recordam-se todos os prantos
Do ente querido lembrado.

É o tempo das sementeiras
Começam a cair orvalhos
Acendem-se já as lareiras,
Agradecem-se os agasalhos.

No Outono fazem-se as vindimas
Levam as uvas para o lagar.
Já não se ouvem concertinas
Nem os homens a pisar.

Outono é melindroso,
Não faz frio nem calor.
E. por vezes é chuvoso
E bom tempo para o pastor.

Secam os meloais,
Secas ficam as fontes.
Caçadores já são demais
A caminhar pelos montes.

Nozes, castanhas e avelãs
São frutos secos de Outono;
Diospiros, marmelos e romãs
Dão rendimento ao dono.

Poema do livro "Versos da Minha Terra", da autoria de José Manuel Remondes, editado em 2004 pela Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
Fotografias: 1- vinhas em Cabanas de Cima;
2 - Folhas de árvore junto à antiga estação do caminho de ferro de Torre de Moncorvo.

11 abril, 2013

Feira Medieval 2013 - Fotografias 4





Fotografias da Feira Medieval que teve lugar no dia 15 de março em Torre de Moncorvo.

04 abril, 2013

Feira Medieval 2013 - Fotografias 3





Fotografias da Feira Medieval que teve lugar no dia 15 de março em Torre de Moncorvo.

03 abril, 2013

Torre de Moncorvo celebra Semana da Primavera Biológica

No âmbito da Semana da Primavera Biológica, iniciativa do Movimento Plantar Portugal, o Município de Torre de Moncorvo aderiu através da organização de diversas atividades com a finalidade de motivar a sociedade para a adoção de estilos de vida mais saudáveis, ecológicos e sustentáveis.

Feira Medieval 2013 - Fotografias 2





Fotografias da Feira Medieval que teve lugar no dia 15 de março em Torre de Moncorvo.

21 março, 2013

Feira Medieval

O Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo realizou no dia 15 de março, pela segunda vez, a Feira Medieval, com a colaboração da autarquia.
Se a escola deve estabelecer pontes com os encarregados de educação e com a comunidade, a realização deste evento parece-me especialmente vocacionada  para o fazer, conseguindo talvez ir mais além dos objetivos previstos.
O desfile tomou forma junto às instalações do Agrupamento de Escolas. Os professores e educadores vestiram farda de generais ou de fadas madrinhas, conforme o grau de ensino e organizaram as tropas/duendes com o rigor necessário para colocar as hostes em ordem e em marcha. Participaram no desfile um conjunto de alunos de outros países uma vez que se encontravam e Moncorvo um grupo de 27 alunos e 19 professores vindos da Polónia, Roménia Turquia e Espanha, ao abrigo do Projeto Coménius.
 Não estive presente na primeira edição (há dois anos atrás) e estava expectante com o que se iria passar.
O cortejo, já completamente organizado subiu a Corredoura e a rua Tomás Ribeiro em direção à praça Francisco António Meireles, onde o aguardava uma considerável multidão. Não pude deixar de comparar este desfile com os desfiles de carnaval de há um mês atrás. Sinceramente achei este muito mais interessante, bonito, educativo e mesmo interessante para os alunos. As artes, a literatura e a história são áreas que podem explorar este tipo de eventos.
Nas escadas que dão acesso ao Castelo/Câmara Municipal estava montado o cenário para a próxima cena.  A nobreza e o clero, acompanhados pelos seus súbditos tomaram os seus lugares e foi lida a carte da feira, vinda diretamente das cortes de D. Dinis com a presença do monarca e da rainha Santa Isabel. Os direitos e deveres dos feirantes, os impostos sobre transações comerciais  fizeram parte deste apontamento histórico de grande interesse e com grande impacto cénico.
A multidão vibrou com a lutas de espada e a cavalo e riu com  a figura grotesca de um pedinte que tentou aproximar-se de sua majestade, sendo prontamente detido  e afastado pela guarda real.
O cortejo rumou depois para o largo General Claudino onde estava montado o mercado.
Depois de uma visita às tasquinhas e bancos de venda as figuras ilustres ocuparam os seus caldeirões no adro da imponente igreja matriz onde se desenvolveram as mais variadíssimas atividades. Houve danças medievais, teatro, lutas, exibição de cetraria e música, muita música vinda do planalto mirandês com uma sonoridade bem conhecida e agradável. Tanta música teve um propósito, esperar pela chagada de sua excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
 Elementos do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local tomaram posição e quando o "chefe supremo" chegou envolto num batalhão de GNR e acompanhado de um grupo de ambiciosos com sorrisos amarelos decidiu fazer um passeio rápido e regressar apressadamente ao seu luxuoso automóvel estacionado bem próximo, não fosse o diabo tece-las. Desprezou a "nobreza" e o "clero", que se fartaram de o esperar no adro da igreja, mas que rapidamente o esqueceram, envoltos na magia do "povo".
 Na feira o movimento era enorme. A par da quantidade e variedade dos figurantes, cerca de 700, foi o entusiasmo da feira o que mais me surpreendeu. Vendiam-se a um ritmo admirável feijões, azeite, grelos, amêndoas, queijo, pão, licores, .. muitos bolos. O preço era de saldo  e parece que o concelho inteiro acorreu àquela feira! E compravam felizes!
Pela tarde ainda houve o "assalto ao castelo" e há noite a ceia tradicional e a representação da peça de teatro "A farsa de Inês Pereira" pelo grupo de teatro local, Alma de Ferro. Elemento deste grupo de teatro participaram também durante o dia encarnando vários personagens que deram um ar mais "real" aos vários acontecimentos que foram tendo lugar.
O sucesso deste evento não deixa margem para dúvidas, certamente que será uma iniciativa a repetir nos próximos anos. Parabéns a todos os que participaram e organizaram.