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05 maio, 2010

Foz do Sabor (2)

As águas calmas e a sombra abundante na praia fluvial da Foz do Sabor, no rio Sabor.

24 dezembro, 2009

Bom Natal


Desejo a todos os visitantes um Santo Natal, cheio de paz e saúde.

Foto: árvore na Foz do Sabor.

04 dezembro, 2009

Águas turvas


As águas do Sabor que se juntam às do Douro apresentam uma cor bastante terrosa. A tranquilidade reina na Praia Fluvial da Foz do Sabor. É um bom lugar para meditar nos estragos que andam a fazer na bacia do Sabor.

03 outubro, 2009

O vale era lindo!



"O vale era lindo. Das varandas do casal abarcava-se uma boa porção dessa planura ubérrima, apertada entre as serranias ásperas e medonhas. A Vilariça é uma espécie de coliseu, sendo a arena a planície alongada ao correr da Ribeira, desde lá da Burga até ao Douro; e os anfiteatros circundantes os lanços de encrespamentos montanhosos, aqui mais suaves, ali mais abruptos, sobre que o céu se fecha, como uma cúpula.
Defronte, cai o cerro da Cardanha quase a pique, sobre a estrada que ladeia o vale em rectas compridas, servindo as quintas do Zimbro, da Tarrincha e da Silveira, cujos casais se lobrigam no sopé dos barrais, a branquejar entre eucaliptos e acácias.
Num raro descanso que o granítico cerro consente, divisa-se a capelinha branca da Senhora do Castelo, de telhado em bico, que tira o nome de alguma fortificação ali estabelecida pelos romanos, com é lógico deduzir-se numa região onde há restos de estradas, de pontes e potes de moedas do tempo dos iluminados Césares.

Lá mais para jusante, onde a estrada inflecte para atravessar o Sabor na ponte grande, ainda se descobrem uns fragmentos de muralhas coroando um pequeno outeiro, onde me disseram existir, em tempos remotos, o povoado Vila Rica de Santa Fé origem, com pouca modificação de forma, do nome que o vale hoje conserva: Vilariça.
Da banda de cá, a limitá-lo, a serra da Lousa, rochosa e escura como a da Cardanha, e os montes e vales que descem aos borbotões da Horta, do Nabo e de Vila Flor, para estacar de pronto na margem da fecunda planície, como um esquadrão de cavalaria a que se puxa a rédea, num esticão.
Nesse enquadramento de taludes, sulcado ao centro pela ribeira, debruada a choupos, e dividido em canameiras e quintas famosas - o Lameirão e a propriedade do Dr. Águedo de Oliveira, além das já citadas e de muitas outras - descansa o vale, sereno como um lago, verde como uma seara em Abril.

De tudo dava essa Terra da Promissão, como Pinho Leal a alcunhou. Para se avaliar da capacidade de produção, está escrito que, duma vez, de 14 alqueires de trigo semeado, se colheram 2400!!!
Olivais, vinhas, amendoais, pomares, hortas, arvenses, cânhamo constituíam um mar de pujança que era riqueza para vós, para os muitos obreiros que ali ganhavam o pão e para o fomento do país que tinha na Vilariça uma fonte de produção apreciável.
O vale era lindo!!

Excerto retirado do livro "O Homem da Terra" de Luís Cabral Adão, publicado em 1986. O texto foi possivelmente escrito na década de 60.

17 agosto, 2009

06 agosto, 2009

Foz do Sabor (1)

Os barcos dos pescadores da Foz do Sabor são dos motivos mais fotografados do concelho de Moncorvo. Também eu quis fazer uma homenagem a este lugar tão bucólico, com uma fotografia que pretende transmitir a atmosfera que ali é possível encontrar.

15 junho, 2009

Mau tempo no Sabor

Os primeiros dias de Junho têm-nos surpreendido com constantes mudanças no estado do tempo. Há dias, numa passagem pela Foz do Sabor, sob um calor abrasador, fiz esta fotografia do rio Sabor, pouco antes de se juntar ao Douro.

31 março, 2009

À Descoberta, até Felgueiras

Os primeiros dias de Primavera estiveram convidativos para um longo passeio. Foi o que eu decidi fazer, em companhia dos meus dois filhos, no dia 28 de Março.
O passeio iniciou-se no coração do vale da Vilariça, mais concretamente na ponte da Junqueira, precisamente onde começa o concelho de Torre de Moncorvo. Quem por ali passa quase nem se apercebe da existência de uma ponte mais antiga, uns poucos metros mais abaixo. Essa ponte foi destruída numa cheia que ocorreu a 17 do Junho de 1955, ainda assim se mantém desde então.

A primeira paragem foi na Junqueira. O dia estava frio, mas bastante agradável para passear. A primeira tentação foi trepar a um dos cabeços a nascente da pequena aldeia. Tivemos que desistir a meio, mas a tentativa valeu a pena. Conseguimos uma visão diferente. Estou mais habituado a ver a Junqueira do alto da aldeia abandonada do Gavião, espreguiçando-se indolente ao sol do fim da tarde.

Descemos de novo à aldeia e percorremos as principais ruas. Pouco depois, já quando partíamos em direcção a Moncorvo, alguém se sentiu incomodado com a nossa presença, adoptando uma postura muito hostil. São os contratempos de partir À Descoberta, nunca sabemos quem vamos encontrar pela frente.

Já em Moncorvo procurámos um restaurante para almoçar. Escolhi uma ementa mais ao gosto dos meus jovens acompanhantes, não queria “castigá-los” também com a refeição. Depois do almoço fizemos um passeio pela Corredoura. Tentei encontrar elementos dos contos da Júlia, bruxas, lobisomens, mas apenas me consegui recordar do calor das noites de Verão de quando ali vivi.
Subimos depois ao Museu do Ferro. O Nelson tinha recolhido em Freixo algumas imagens dos Sete Passos que me queria mostrar. Vistas as imagens (e muita conversa depois), continuámos o percurso, porque o nosso destino era Felgueiras.

De repente, o céu escureceu. Levantaram-se fortes rajadas de vento que trazia uma tempestade de areia Reboredo abaixo. Andam máquinas gigantescas a surribar os cumes que arderam recentemente! Começaram a cair algumas gotas. Procurámos refúgio na capela de Nossa Senhora da Teixeira.
A chuva já caía raivosamente, estava tudo escuro e revoltoso à nossa volta. Por momentos sentimos o isolamento do ermita que aqui habitou no século XVI. Esquecemos a chuva, o vento, para dedicarmos algum tempo a admirar os frescos que decoram a galilé. Vale bem a pena fazer uma visita a esta capela. Eu já a conhecia, mas foi bom visitá-la de novo, até porque pelo facto de ter que responder a uma série de perguntas dos meus acompanhantes me levantou muitas questões. Porque é que está ali, no meio daquele descampado, numa construção tosca, um vasto conjunto de frescos inspirados possivelmente em El Greco e na Capela Sistina? Porque é que esta preciosidade não está mais protegida?O tempo melhorou. Despedimo-nos da pietá, que nos franqueou a entrada, e voltámos à estrada. A paragem seguinte foi na Açoreira. Não deixa de ser curioso manter-se na Açoreira o culto a S. Marinha, também existente no concelho de Vila Flor e que remonta talvez do séc. IX. A sua festa é no Domingo de Pascoela, uma boa ocasião para se conhecerem algumas tradições da Açoreira.
A aldeia tem certamente origens bem antigas, como o provam as suas casas e palheiros em xisto.
A etapa seguinte esperava-nos a poucos quilómetros, Maçores. Percorremos algumas ruas da aldeia, mas o que nos marcou mais foram mesmo alguns palheiros circulares, em xisto, que perecem ter sido retirados de um filme sobre uma civilização antiga.
Deixámos Maçores em direcção a Felgueiras. A estrada, com acentuado declive, em pouco tempo nos colocou a quase 800 metros de altitude. O tempo melhorou ligeiramente mas nada que nos permitisse usufruir de toda a beleza que se pode contemplar deste ponto tão elevado. Pode-se “voar” até Peredo dos Castelhanos, e, com pequenos saltos de pardal, passar para Urros, depois Ligares, ou então olhar em sentido oposto e apreciar a Primavera que acorda em cada planta que cobre a serra de um verde rasteiro. Giestas, urzes, arçâs, estevas e sargaços são algumas das espécies que completam os espaços que os sobreiros, pinheiros e zimbros dominam.
Chegámos, por fim, a Felgueiras. A receber-nos estava a capela de Sta Edwiges, nome que sempre me causou alguma estranheza. Sei hoje que esta santa é a protectora dos pobres e endividados. A sua história é muito interessante e o seu papel social na ajuda dos mais necessitados é um bom exemplo para os dias que atravessamos.

Quase sem querer, cortei à esquerda nas primeiras casas. A minha intuição era de que o Lagar da Cera se situaria nessa direcção. Mesmo 14 anos depois, não me enganei! Embora em Felgueiras haja várias actividades económicas, é a cera que torna esta aldeia singular (também o trabalho do ferro teve grande tradição). Foi o lagar comunitário da cera que trouxe Santos Júnior a Felgueiras e que tem também levado a aldeia por várias vezes à televisão. O lagar, situado perto da ribeira de Santa Marinha (!), resiste ao tempo, mostra as suas rugas, mas não é tratado como merece. Se o projecto da sua recuperação foi distinguido em 1987, que se passou então? É pena que também este património esteja a perder-se pouco a pouco. Há que unir esforços. Não podemos esperar até que a sua preservação e recuperação sejam impossíveis.

Perto do lagar pude apreciar um espaço agradável, com uma original fonte. O painel de azulejos, apesar de moderno, está bem enquadrado no conjunto. Noutros pontos da aldeia há outros espaços, igualmente arranjados, alguns resultantes da demolição de casas abandonadas.
As casas onde se produzem velas estavam fechadas. Percorremos a aldeia. Tal como tantas outras, são evidentes os sinais de abandono. As pessoas mostraram-se afáveis, prestáveis, embora curiosas. Só um céu negro e uma chuva forte nos impediu de continuar À Descoberta de outros pontos de interesse da aldeia. Foi sem dúvida um bom passeio (de reconhecimento).
Voltámos à estrada, em direcção ao Carvalhal.
Quando atingimos o ponto mais alto do percurso, 831 metros, alguns farrapos de neve vieram colar-se ao pára-brisas do carro. O frio era muito e abstivemo-nos de fazer mais paragens no percurso. Descemos à vila, atravessámo-la e seguimos até à Foz do Sabor. As sombras já começavam a cobrir o vale. Seguimos pela estrada das Cabanas até à Quinta da Silveira, e depois até à Ponte da Junqueira.
Lavámos um par de horas a percorrer 73 quilómetros de estrada, mas “Descobrimos” um bom pedaço do concelho! O dia, risonho de manhã, trocou-nos as voltas à tarde. Mas, mesmo assim, valeu a pena. Este é um reino maravilhoso que vale a pena descobrir.

21 agosto, 2008

Vale da Vilariça


Entre a Foz do Sabor e as Cabanas de Cima, olhei em direcção à Quinta da Portela. O cenário parecia uma pintura a óleo.

21 julho, 2008

I Encontro de Colaboradores do Blogue


Uma fotografia "provocadora" do vasdoal foi a gota de água que levou a este encontro de colaboradores do Blog. E foi importante. A verdade é que estamos a tentar criar uma equipa, mais baseada na produção de cada um, do que no conhecimento mútuo. Este encontro, à volta de um bom prato de peixes do rio, veio revelar a rosto e a pessoa, por detrás de cada "nome".
Foi assim, que nos juntámos na Foz do Sabor e nas Cabanas de Baixo, para nos conhecermos e trocarmos algumas ideias. A animação veio dos lados de Espanha, com o Angel a tocar tambor e flauta de tês buracos, arrancando sons que identifiquei como da raia, lembrando o planalto cheio de erva seca e o horizonte manchado de verdes escuros. De tão entusiasta para as “meriendas” imaginava-o mais forte, e bem disposto, como realmente é. Só tenho a agradecer-lhe a alegria e boa disposição, que juntamente com a sua esposa, partilhou connosco.
Estiveram também presentes vasdoal, a. basalouco, PARM e eu, o AGoncalves. Outros colaboradores que não puderam estar presentes, estão em dívida, e terão que se empenhar a fundo para não faltarem ao próximo encontro.
Espero que ninguém se lembre de postar uma boa posta mirandesa, ou um bom bacalau, sob pena de termos que marcar um novo encontro.
Até lá, vamo-nos encontrando, todos os dias, aqui, no blogue.

06 julho, 2008