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12 fevereiro, 2011
18 outubro, 2010
13 outubro, 2010
24 setembro, 2010
Alminhas - Souto da Velha
Já alguns dias, meses até, que não tinha o prazer de fazer um passeio por terras do concelho de Moncorvo. Aconteceu hoje. Das localidades que visitei, escolhi para reanimar este blogue uma fotografia de um freguesia estreante, Souto da Velha. Trata-se de uma freguesia que mal conhecia, onde penso que estive uma única vez, há alguns anos atrás.
Junto à antiga Escola Primária há umas Alminhas. Também as fotografei de frente, mas nesta fotografia tentei integrar um pouco da aldeia como pano fundo. Penso que o edifício maior, ao fundo, é o da Junta de Freguesia.
Junto à antiga Escola Primária há umas Alminhas. Também as fotografei de frente, mas nesta fotografia tentei integrar um pouco da aldeia como pano fundo. Penso que o edifício maior, ao fundo, é o da Junta de Freguesia.
19 maio, 2010
Madressilva
Um passeio pela ciclovia pode-nos proporcionar encontros inesperados, basta estarmos atentos. Foi o que me aconteceu com esta Madressilva que crescia numa encosta da via. Poucas flores se lhe igualam quer em beleza quer em perfume.
05 maio, 2010
28 abril, 2010
Alminhas - Felgar
Estas alminhas situam-se perto do Rio Sabor, a caminho de Silhades. Fotografei-as no dia 13 de Outubro de 2009 quando visitei aquele local.
17 março, 2010
Carviçais (III)
Esta é uma fotografia da estação de Carviçais, na Linha do Sabor. Já foi publicada há algum tempo no blogue, mas, agora com uma nova "roupagem", parece-me que merece ser recordada.
16 março, 2010
24 dezembro, 2009
17 dezembro, 2009
04 dezembro, 2009
Águas turvas
As águas do Sabor que se juntam às do Douro apresentam uma cor bastante terrosa. A tranquilidade reina na Praia Fluvial da Foz do Sabor. É um bom lugar para meditar nos estragos que andam a fazer na bacia do Sabor.
05 novembro, 2009
02 novembro, 2009
25 outubro, 2009
Visita a Silhades
No dia 13 de Outubro desloquei-me a Torre de Moncorvo. Entre outras coisas, levava em mente ir conhecer Silhades, povoado junto ao rio Sabor, pertencente à freguesia do Felgar.
Já algum tempo tinha lançado no Fórum do Felgar o desafio para uma caminhada a Silhades, mas, as datas preferidas apontavam para o Verão, em Agosto, que foi impossível para mim. A ideia da caminhada não está afastada, mas decidi ir de automóvel, o tempo que dispunha era limitado.
Tive uma sorte incrível! A manhã estava gelada, mas com uma luminosidade invulgar. Logo no Carvalhal comecei a fazer algumas fotografias e a entusiasmar-me. Quando cheguei ao Felgar o céu pintou-se ainda mais de azul e as ruas e varandas tinham muita beleza. Foi com algum esforço que segui pela estreita estrada que desce em direcção a Silhades.
Pelo caminho encontrei a capela do Espírito Santo, umas alminhas, árvores, rochas e outras curiosidades que me chamaram à atenção e fizeram com que chegasse ao rio Sabor só às 11 horas.
Desconhecia completamente o local, apesar de ter visto algumas fotografias. Atravessei o rio num pontão, mas deixei o carro junto deste. O caminho até ao povoado é bastante bom (e fotogénico) segue por entre canaviais, que se dobram formando arcos.
Segui a pé algumas centenas de metros. A excitação era grande e também o silêncio. O rio levava pouca água, corria silenciosamente. Só ao longe, nas montanhas mais abaixo, se adivinhavam grandes monstros devoradores de rochas, esventrando as montanhas, abrindo acessos para a futura barragem.
Quando cheguei às primeiras casas do povoado senti uma forte emoção. O local estava cuidado, fruto talvez da festa realizada em Agosto passado, em honra de S. Lourenço. A barraca de venda de bebidas ainda lá estava, com uma placa que dizia “há peixes do rio a 2,5€ a dose”!
Em Silhades há dois núcleos de casas e mais algumas ruínas dispersas. No centro do núcleo principal encontra-se a pequena capela de S. Lourenço que se destaca ao longe, quer pela sua posição, quer pelo facto de estar caiada de branco. Nas traseiras da capela há uma oliveira plantada num pedestal revestido por xisto. Parece um monumento à oliveira. Já encontrei oliveiras semelhantes em pleno coração do vale da Vilariça, num local conhecido por Godeiros, onde em tempos existiu um importante povoado e que agora vai ficar submerso pela construção de outra albufeira. Em Silhades, pelo facto de estar situada no centro do povoado, tem outro simbolismo. É emocionante pensar quantas conversas terão sido feitasna sua sombra, a quantos segredos assistiu nas noites frias, no tempo da azeitona, quando os trabalhadores por aí dormiam... a quantos nascimentos e quantas mortes terá assistido?
Posicionando-me à frente da capela, voltei-me para o Felgar. A situação de Silhades é privilegiada: tem uma exposição ao sol que faz inveja; está protegido dos ventos do Norte pelas montanhas; tem a poucas dezenas de metros o rio Sabor; há bons terrenos agrícolas para montante e para jusante, em ambas as margens do Sabor; há uma fonte, com um tanque recentemente recuperada; havia uma ribeira que passava entre os dois núcleos de casas, em tempos mais chuvosos. O olival e o amendoal abundam por todo o lado.
Para ajudar na minha divagação, o céu cobriu-se de azul mais escuro, salpicado por nuvens muito brancas, que ora pousavam sobre o Felgar, ora se deslocavam para o cume das montanhas onde deve estar o Larinho.
Andei por entre as ruínas das casas, nalgumas há ainda sinais evidentes da presença do homem. Algumas serviram, e possivelmente ainda servem, para guardar animais. Noutras é possível encontrar colchões esburacados, botas velhas, pilhas eléctricas, garrafas de vidro, bancos, etc. Há duas ou três ainda fechadas.
No extremo oposto ao ponto por onde cheguei, mais elevado, havia muitas colmeias cheias de abelhas, que me mantiveram à distância. Um pouco mais abaixo encontrava-se a fonte, ainda com alguma água a correr.
Perdi a noção do tempo, e, quando olhei para o relógio, já passava do meio-dia. Percorri em passo largo o espaço que me separava do automóvel e empreendi o regresso a Torre de Moncorvo. Da margem oposta do Sabor lancei um último olhar a Silhades, não de despedida, foi mais um “até breve”.
Nota: Agradeço a um visitante do Blogue que me chamou à atenção para o nome Silhades ou Cilhades. Tentei clarificar (on line) visitando alguns sítios web institucionais, onde o nome devia estar correctamente escrito. Verifiquei que existem as duas grafias. Decidi manter Silhades com S.
Já algum tempo tinha lançado no Fórum do Felgar o desafio para uma caminhada a Silhades, mas, as datas preferidas apontavam para o Verão, em Agosto, que foi impossível para mim. A ideia da caminhada não está afastada, mas decidi ir de automóvel, o tempo que dispunha era limitado.
Tive uma sorte incrível! A manhã estava gelada, mas com uma luminosidade invulgar. Logo no Carvalhal comecei a fazer algumas fotografias e a entusiasmar-me. Quando cheguei ao Felgar o céu pintou-se ainda mais de azul e as ruas e varandas tinham muita beleza. Foi com algum esforço que segui pela estreita estrada que desce em direcção a Silhades.
Pelo caminho encontrei a capela do Espírito Santo, umas alminhas, árvores, rochas e outras curiosidades que me chamaram à atenção e fizeram com que chegasse ao rio Sabor só às 11 horas.
Desconhecia completamente o local, apesar de ter visto algumas fotografias. Atravessei o rio num pontão, mas deixei o carro junto deste. O caminho até ao povoado é bastante bom (e fotogénico) segue por entre canaviais, que se dobram formando arcos.
Segui a pé algumas centenas de metros. A excitação era grande e também o silêncio. O rio levava pouca água, corria silenciosamente. Só ao longe, nas montanhas mais abaixo, se adivinhavam grandes monstros devoradores de rochas, esventrando as montanhas, abrindo acessos para a futura barragem.
Quando cheguei às primeiras casas do povoado senti uma forte emoção. O local estava cuidado, fruto talvez da festa realizada em Agosto passado, em honra de S. Lourenço. A barraca de venda de bebidas ainda lá estava, com uma placa que dizia “há peixes do rio a 2,5€ a dose”!
Em Silhades há dois núcleos de casas e mais algumas ruínas dispersas. No centro do núcleo principal encontra-se a pequena capela de S. Lourenço que se destaca ao longe, quer pela sua posição, quer pelo facto de estar caiada de branco. Nas traseiras da capela há uma oliveira plantada num pedestal revestido por xisto. Parece um monumento à oliveira. Já encontrei oliveiras semelhantes em pleno coração do vale da Vilariça, num local conhecido por Godeiros, onde em tempos existiu um importante povoado e que agora vai ficar submerso pela construção de outra albufeira. Em Silhades, pelo facto de estar situada no centro do povoado, tem outro simbolismo. É emocionante pensar quantas conversas terão sido feitasna sua sombra, a quantos segredos assistiu nas noites frias, no tempo da azeitona, quando os trabalhadores por aí dormiam... a quantos nascimentos e quantas mortes terá assistido?
Posicionando-me à frente da capela, voltei-me para o Felgar. A situação de Silhades é privilegiada: tem uma exposição ao sol que faz inveja; está protegido dos ventos do Norte pelas montanhas; tem a poucas dezenas de metros o rio Sabor; há bons terrenos agrícolas para montante e para jusante, em ambas as margens do Sabor; há uma fonte, com um tanque recentemente recuperada; havia uma ribeira que passava entre os dois núcleos de casas, em tempos mais chuvosos. O olival e o amendoal abundam por todo o lado.
Para ajudar na minha divagação, o céu cobriu-se de azul mais escuro, salpicado por nuvens muito brancas, que ora pousavam sobre o Felgar, ora se deslocavam para o cume das montanhas onde deve estar o Larinho.
Andei por entre as ruínas das casas, nalgumas há ainda sinais evidentes da presença do homem. Algumas serviram, e possivelmente ainda servem, para guardar animais. Noutras é possível encontrar colchões esburacados, botas velhas, pilhas eléctricas, garrafas de vidro, bancos, etc. Há duas ou três ainda fechadas.
No extremo oposto ao ponto por onde cheguei, mais elevado, havia muitas colmeias cheias de abelhas, que me mantiveram à distância. Um pouco mais abaixo encontrava-se a fonte, ainda com alguma água a correr.
Perdi a noção do tempo, e, quando olhei para o relógio, já passava do meio-dia. Percorri em passo largo o espaço que me separava do automóvel e empreendi o regresso a Torre de Moncorvo. Da margem oposta do Sabor lancei um último olhar a Silhades, não de despedida, foi mais um “até breve”.
Nota: Agradeço a um visitante do Blogue que me chamou à atenção para o nome Silhades ou Cilhades. Tentei clarificar (on line) visitando alguns sítios web institucionais, onde o nome devia estar correctamente escrito. Verifiquei que existem as duas grafias. Decidi manter Silhades com S.
23 outubro, 2009
Silhades (1)
Na semana passada fui, finalmente, conhecer Silhades. Enquanto espero por arranjar tempo para descrever esse passeio, deixo a fotografia de uma cruz curiosa em quartzo, cravada numa cada feita em xisto.
21 outubro, 2009
13 outubro, 2009
Nuvens altas
Hoje o dia amanheceu fresco. De tal maneira fresco que se viram nuvens muito altas com configurações bastante bonitas. Persegui-as pelos concelho. Quando algumas ficaram presas num sobreiro seco no Felgar, consegui fotografá-las.
09 outubro, 2009
Igreja de Torre de Moncorvo (4)
"A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Matriz da vila de Torre de Moncorvo, ergue-se no local de um templo paroquial primitivo da Baixa Idade Média. O ambicioso e majestoso monumento que hoje vemos iniciou-se em 1544. É uma obra maneirista, austera e de linhas severas, com contrafortes pronunciados e dominada pela exuberância e altura da fachada principal. Esta divide-se em dois corpos verticais sobrepostos: o inferior, que corresponde ao portal principal e às duas ordens de nichos que o sobrepujam, e o superior, formado integralmente pela maciça torre sineira.
O interior do templo encontra-se organizado segundo o esquema de hallenkirchen (igrejas-salão), sendo os cinco tramos das naves abobadados à mesma altura. Nas suas proporções e disposição geral, o interior revela a mesma austeridade e racionalidade do exterior, como se testemunha na longa série de tramos do corpo da igreja simetricamente abobadados. A capela-mor ostenta na parede fundeira um retábulo barroco de talha dourada, e nas paredes laterais frescos alusivos a cenas bíblicas, entre as quais uma Última ceia. Outra notável campanha moderna foi a que deu origem ao retábulo lateral na nave do Evangelho, do século XVII, e com painéis alusivos à Paixão de Cristo".
Fonte do texto: IPPAR
O interior do templo encontra-se organizado segundo o esquema de hallenkirchen (igrejas-salão), sendo os cinco tramos das naves abobadados à mesma altura. Nas suas proporções e disposição geral, o interior revela a mesma austeridade e racionalidade do exterior, como se testemunha na longa série de tramos do corpo da igreja simetricamente abobadados. A capela-mor ostenta na parede fundeira um retábulo barroco de talha dourada, e nas paredes laterais frescos alusivos a cenas bíblicas, entre as quais uma Última ceia. Outra notável campanha moderna foi a que deu origem ao retábulo lateral na nave do Evangelho, do século XVII, e com painéis alusivos à Paixão de Cristo".
Fonte do texto: IPPAR
06 outubro, 2009
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