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08 dezembro, 2012

A cruz gamada

Teodoro não tinha ideias próprias e o excesso de coisas que decorava enchiam-lhe demasiado a cabeça para conseguir usá-las com alguma vantagem. Ainda não tinha descoberto o caminho para a imaginação e tudo aquilo que coleccionava, do seu mundo pequeno, acumulava-se na sua memória sem nexo nem relação. Teodoro não conseguia deixar as palavras sair na altura certa nem sabia como colocar-se acima delas. Retinha-as demasiado tempo e tinha dificuldade em manter diálogos porque as respostas surgiam-lhe fora de tom, depois de uma mudança de assunto ou de contexto e estava quase sempre atrasado em relação às coisas. Teodoro via tudo pelos olhos dos outros e só começou a interessar-se por Raquel porque Edgar a tinha posto em evidência, na sua beleza precisa e na forma como ela tornava interessante tudo o que a rodeava.
Edgar roubava coisas da mercearia do pai; apesar do controlo e do inventário rigoroso que o pai mantinha, ele conseguia antecipar-se e oferecia-as a Teodoro. O problema é que isso se tornou um hábito e mesmo na escola ou na igreja, Edgar ficava com tudo aquilo que coubesse no bolso e passasse despercebido. Uma vez, no final da catequese, saiu da igreja cheio de presunção e quando estava do lado de fora, a uma distância razoável, estendeu a mão a Teodoro e mostrou-lhe uma grande cruz de prata que estava em cima de uma cómoda na sacristia. Teodoro olhou para ela e encontrou uma correspondência positiva na sua memória, «tem a forma da nossa aldeia». Era a cruz da crucificação, com dois braços a mais para além do principal e com a inscrição INRI ao alto e um dos braços na diagonal aonde assentavam os pés de Cristo.
Edgar disse que era uma cruz roubada, «é uma cruz gamada, faremos uma maior esta semana para o nosso cemitério de animais». E para isso tiveram de voltar a matar. Andaram à procura de lagartixas à hora do calor na fraga e como não conseguiam acertar-Ihes com pedras decidiram capar todos os grilos que Edgar tinha acumulado numa caixa de sapatos, para os usar mais tarde, como isco nas armadilhas de pássaros.
Enfiavam uma palha de trigo através do abdómen de um grilo e colocavam-no suspenso entre os dedos das duas mãos, depois batiam as palmas e o grilo estava capado.
Havia duas caixas de papelão cheias de grilos com folhas de alface à espera de vez para morrer. Edgar era o mais rápido e com as mãos sujas do serviço dizia, «dois rabos são grilos, três são grilas, mas capamos tudo, porque já estão velhos e precisamos de muitos para encher uma cova».
Raquel andava a colher flores e Teodoro juntava os grilos mortos ainda a pulsar entre patas e apêndices dispersos numa das caixas. Oscar tinha descoberto uma buraca e andava com uma palhinha a pressionar grilos para saírem e juntarem-se à matança. Mas como não estava a conseguir, esgravatou com um pau mais grosso e depois abriu as calças e urinou lá para dentro.
Quando Edgar terminou de capar os grilos, pegou em dois paus de videira para fazer a cruz, arranjou dois pedaços mais curtos e enleou-os com os ramos de uma giesta. Teodoro andava bem disposto e começou a fazer uma cova, «enterramo-los aqui». E depois ergueu-se, olhou em redor e perguntou, «quem é que quer fazer de padre? Eu nunca fiz».
Teodoro era muito influenciável e aproveitava a sua memória infinita para reproduzir comportamentos de pessoas com alguma preponderância. Era capaz de reproduzir uma aula dada pela sua professora ou uma Missa pelo padre, mas quando ele tomava à letra as palavras deles, tudo soava a imitação, era um actor que decorava bem o papel, mas não sabia o que estava a dizer. Tinha poucas oportunidades de mostrar o que sabia e mais uma vez, foi Raquel a tomar nas mãos a cruz que Edgar tinha feito e a espalhar as flores e um cântico sobre a vala comum em que tinham enterrado os grilos.

Excerto do livro Trás-os-Montes da autoria de Tiago Patrício, que viveu em Carviçais até aos 19 anos. Gradiva, 2012.

08 outubro, 2012

Carviçais

Casas em Carviçais.

02 maio, 2012

Carviçais

Rua de Carviçais.

01 março, 2012

REFER quer prolongar ciclovia na Linha do Sabor

A REFER Património quer transformar a antiga linha ferroviária do Sabor numa ecopista. A empresa já iniciou contactos com as autarquias abrangidas pelo património ferroviário, para recuperar todo o trajecto onde os comboios deixaram de apitar.

O Gestor do Plano Nacional de Ecopistas na REFER Património, Luís Manuel Silvestre, acredita que há condições para avançar com uma ciclovia entre Duas e Igrejas e o Pocinho ainda este ano.
“Na área de Torre de Moncorvo já existe uma ecopista, em Miranda irá existir outra. Vamos envidar todos os esforços e as conversações com os outros municípios no sentido de estabelecerem um acordo connosco de modo a que também aí se realize a ecopista”, realça o responsável.

Fonte da notícia: Jornal Nordeste

11 maio, 2011

Detalhes en Ferro (12)

Ferro forjado numa porta em Carviçais, Torre de Moncorvo.

23 março, 2011

I Rota da Cigadonha BTT

I Rota da Cigadonha BTT na localidade de Carviçais.
Este evento vai ser levado a cabo pelos 3 Duques BTT Team em parceria com a Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Carviçais.



Terá lugar no dia 19 de Junho de 2011. Será constituído por cerca de 35 km com um total de altimetria de 900 metros e paisagens deslumbrantes.

Os interessados poderão realizar as inscrições enviando para rotacigadonha@acdr.pt

* Nome Completo;
* N.º BI/Cartão Cidadão;
* N.º Contribuínte;
* Morada.

As inscrições tem um preço de 10 euros s/almoço e 15,00 euros c/almoço (Porco no espeto entre outras especialidades regionais).
Os valores incluem também seguro, abastecimentos e alojamento, em sacos cama e colchão, na sede da ACDR e outros locais a definir com chuveiros, limitada ao espaço disponível.

17 março, 2010

Carviçais (III)

Esta é uma fotografia da estação de Carviçais, na Linha do Sabor. Já foi publicada há algum tempo no blogue, mas, agora com uma nova "roupagem", parece-me que merece ser recordada.

19 fevereiro, 2010

Capela do Santo Cristo, Carviçais

Trata-se de uma capela de meados do século XVIII, de planta rectangular, em cujo frontispício se rasga uma porta de vão recto entre pilastras que suportam um frontão triangular. Por cima deste encontra-se uma janela ocular lobulada. A ladear a porta, dois janelões que parecem ter uma função de expositores de estátuas. Os cunhais mostram pilastras que terminam com duas pirâmides boleadas. A rematar a empena tem uma pequena sineira encimada por cruz.
No interior, tem pavimento em granito e cobertura em abóbada de berço pintada com cenas da vida de Cristo, datadas do início do séc. XIX. Existem dois altares laterais, albergando o Ecce Homo no lado do Evangelho e o Senhor dos Passos no lado da Epístola. Estes altares ostentam portas envidraçadas que podem ser fechadas. O altar principal é dedicado ao Senhor Santo Cristo.


Fonte do texto: Carlos Pinheiro © 2000

19 agosto, 2009

Dia Mundial da Fotografia

A fotografia é a minha forma privilegiada de ver a vida desde os primeiros anos de adolescente. Por vezes mais natural, outras vezes mais editada, mas sempre reflectindo uma forma de olhar, nem sempre como vejo, mas mais como sinto. Já há alguns anos passou também a ser o álibi para muitos momentos, muitas, muitas horas À Descoberta. À Descoberta das coisas, dos seres, das emoções, no fundo... de mim mesmo.
Num dos momentos de "Descoberta" passei por Carviçais, atravessei toda a aldeia até ao cemitério e, fotografei uma cruz de pedra virada para o Cabeço da Mua. Ficou gravada, na máquina fotográfica e na minha memória.

04 agosto, 2009

Porta em Carviçais

Porta em Carviçais. Além da cor e dos pequenos corações recortados para ventilação, tem dobradiças e uma fechadura em ferro bastante curiosas e fora do vulgar.

14 junho, 2009

Ultreia!


Fiz o “Caminho de S. Tiago”, mais conhecido por “Caminho Francês”. A ideia já existia na minha mente há muitos anos, mas nunca a tinha concretizado porque nunca tinha encontrado alguém que, tal como eu, estivesse disposto a percorrer de bicicleta 800 km, desde S. Jean-Pied-de-Port a Santiago de Compostela, sem se importar com as dores musculares, as intempéries, os calores, os frios…
Não sabia o que ia encontrar, como é lógico, desconhecia que era percorrido por centenas e centenas de pessoas de todas as nacionalidades, alemães, franceses, americanos, mexicanos, brasileiros, sul-coreanos… não sabia quem eram essas pessoas, quais os impulsos que as levavam a levantar-se cedo, a caminhar debaixo de um sol abrasador e a menosprezar os frios penetrantes da montanha. Depois de o fazer contínuo ignorante, talvez seja a fé a mover montanhas, talvez haja um recolhimento interior, demasiadamente humano, que se encontra quando se caminha sozinho, longe do bulício da vida e que dá forças para continuar, a fazer o percurso do sol, passo após passo, em direcção ao fim, mas que depressa parece transformar-se em princípio.
Por mim, digo apenas que me fascina o misticismo a ele ligado, fascina-me ser capaz de encontrar nos imensos monumentos, nos imensos sinais encontrados ao longo do caminho uma linguagem simbólica, que se perdeu nas brumas do tempo, mas que continuam ali, à espera de serem verdadeiramente encontrados. Fascina-me a ideia de um espiritualismo secreto, que se descobre apenas quando se percorre, quando se tem a noção do conjunto, um caminho capaz de transformar, seja a alma que for. Penso que também me transformou, aliás, como todas as experiências humanas. Nele, em Roncesvales, ouvi a trombeta de socorro de Rolando ecoar ao longo do vale verdejante, compreendi o orgulho e a valentia que o levou a quebrar a sua Durindana ao perceber que estava prestes a morrer. Lá no alto, na Cruz de Ferro, escrito nas pedras que tradicionalmente se colocam a seus pés, e nas lágrimas que vi derramar, fui capaz de perceber a força sobre-humana que os leva a continuarem dia após dia. Em, “El Cebrero”, isolado, cortado por um vento penetrante, envolto em misteriosas nebrinas, uma igreja rústica, mas simultaneamente reconfortante, entrei na mística da lenda que o liga ao Santo Graal. No Monte del Gozo, senti o verdadeiro gozo que é avistar a o fim da viajem.

BUEN CAMINHO!

António Lopes

Fotografia: Pormenor do frontispício da igreja matriz de Carviçais.

15 abril, 2009

Linha do Sabor - 7


"A 1ª Máquina que chega a Duas Igrejas 22-05-1938.
Momento único para a família Ferraz, pois a máquina era conduzida por os irmãos (maquinista e fogueiro) com o Inspector da CP ao meio.!! "
Rui Carvalho, Carviçais.

Fotografias actuais da estação de Carviçais, na Linha do Sabor.

01 março, 2009

À Descoberta das amendoeiras em Flor


O tema das Amendoeiras em Flor é transversal a uma série de concelhos. Guardo com carinho a 1.ª edição do Guia Turístico “Rota da Amendoeira” editado em 2001, referente a Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa. Conhecedor mais ou menos profundo destes concelhos, não necessito de um Guia Turístico, mas mostra a vontade que estes concelhos têm em venderem uma imagem, a Amendoeira em Flor. Vivi em Torre de Moncorvo nos anos áureos das excursões. Eram dezenas, senão centenas de autocarros que se amontoavam na Corredoura (antes do arranjo urbanístico).
Este ano decidi “criar” um Rota da Amendoeira em Flor, para um passeio de família. Visitar locais onde não passávamos há mais de 10 anos, outros onde nunca tínhamos ido, apreciar a paisagem, o artesanato, a gastronomia, mas, sobretudo, ir ao encontro da beleza das amendoeiras em flor, foi o objectivo. Decidi publicar o percurso porque pode dar ideias a outras pessoas que querem beneficiar do privilégio de passar um dia de puro prazer nas pequenas estradas de Trás-os-Montes.
Saímos de Vila Flor ao início da manhã. O dia não estava nada daquilo que eu desejaria (para a fotografia) com o céu repleto de nuvens. Uma atmosfera muito, muito cinzenta, mas com uma temperatura muito agradável.
As amendoeiras em flor apareceram logo dentro da vila. Ao longo da estrada que conduz a Sampaio (N608) há algumas flores que já perderam as pétalas, mas o espectáculo ainda é digno de se ver. Ao longo da N102 (E802) entre Sampaio e a barragem do Pocinho, encontram-se vários locais com muitas amendoeiras em flor. Um bom exemplo são as encostas na Quinta da Portela, mas há amendoeiras por todo o lado.
De junto das comportas da barragem do Pocinho, na margem direita, parte uma estreita estrada que faz a ligação às aldeias de Urros e Peredos dos Castelhanos. Conheci essa estrada há quase duas décadas, quando ainda nem sequer estava asfaltada! Desde essa altura, pouco mudou. Durante algum tempo as curvas acompanham o rio, serpenteando nas entranhas da terra. A foz da Ribeira do Arroio veio separar-nos definitivamente do rio. Depois de a atravessarmos, numa estreita ponte (que assustadora era!), começámos a subir até perto dos 600 metros de altitude. Nesta zona há muitas amendoeiras em flor, mas a maior parte dos delas estão abandonadas. É uma das estradas panorâmicas mais bonitas que conheço no concelho de Torre de Moncorvo. Encontrámos no seu final a N603. Pode ser uma boa oportunidade para virar à direita e fazer uma rápida visita a Peredo dos Castelhanos. À esquerda é a direcção de Urros. Foi nesta zona que encontrei as mais bonitas amendoeiras em flor! Quase todas as flores são de um rosa acentuado, dão uma tonalidade forte e uniforme ao amendoal.
Para saborear toda a paz que nos invade, depois de algumas horas por locais tão pouco frequentados, alguns minutos junto à igreja de S. Apolinário dão também alguma mística ao passeio. Nesta espécie de santuário a algumas centenas de metros do povoado, fomos encontrar uma fonte. A água desta fonte era apontada como sendo milagrosa (1726), mas, actualmente, apenas é vista como digestiva. Foi o próprio S. Apolinário que fez brotar a água da rocha, para saciar a sede com que vinha, depois de atravessar o Douro. Muito havia para ver em Urros, mas partimos em direcção à Barragem das Olgas, ainda em construção, local onde se confrontam o concelho de Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta. Deixámos a N630 e seguimos à direita para Ligares. Atravessámos a aldeia pela Rua do Cimo do Povo, contornámos a igreja e seguimos para o Largo de S. Cruz.
Retomámos a estrada N325 que desce a encosta até à Ribeira do Mosteiro. Neste trajecto ainda há muitas amendoeiras que não floriram, o que significa que este percurso se vai manter bonito por mais alguns dias. Mais uma vez se vislumbram largas encostas onde a amendoeira já foi rainha. O abandono é a nota predominante, mas, onde as amendoeiras estão cuidadas, as flores são mais fartas e mais coloridas.
Depois das Quintas da Ribeira e de S. Tiago, a estrada divide-se: em frente desce-se pela N325 até Barca de Alva; à esquerda sobe-se pela N325-1 até Freixo de Espada à Cinta. O meu desejo era seguir em frente, pois adoro percorrer esta estrada onde nos sentimos muito pequenos face à agressividade das massas rochosas que nos rodeiam. Da foz da Ribeira do Mosteiro até Freixo, é bem possível que ainda haja muitas amendoeiras em flor (ao longo da N221).
A opção foi virar à esquerda em direcção a Freixo. O “relógio” solar (e não só), já nos indicava que estava na hora de almoço.
Nesta zona também há muitas amendoeiras em flor. Até uma pequena raposa se passeava entre elas, indiferente aos potenciais flashes dos turistas.
Em Freixo, estacionámos o carro junto da Câmara Municipal. O recinto da feira era um pouco distante, mas havia um autocarro a transportar gratuitamente os que o desejassem. Estávamos dispostos a almoçar na feira (Feira Transfronteiriça/Feira dos Gostos e Saberes), até porque se tratava de uma feira de sabores. Procurámos o pavilhão de restauração, onde havia poucos lugares vazios. O primeiro contacto foi decepcionante e a refeição tornou-se um fiasco.
Procurávamos comer alguma coisa regional, mas as opções eram poucas: leitão e picanha. O vinho tinha que ser obrigatoriamente do Alentejo! O leitão não se conseguia comer, estava cru; as batatas fritas eram de pacote e o pão só chegou depois de muita insistência. “Matei” a fome com alguns feijões pretos gentilmente cedidos e partilhados com a mesa ao lado. Manifestei o meu descontentamento e pedi uma factura (que obviamente não me foi passada). A organização da feira devia estar atenta ao péssimo serviço que esta empresa (La Brasa) estava ali a prestar. Além de que deviam apostar em servir os produtos regionais tais como as azeitonas, o fumeiro e o vinho. Esta lacuna também se nota na feita TerraFlor, em Vila Flor.
Não ficámos muito bem dispostos e demorámos pouco na feira. Apesar de tudo, é interessante a aposta no lado de lá da fronteira (ou eles no lado de cá?). O espaço envolvente está muito bem estruturado e o pavilhão da feira mostra coisas interessantes. Afinal ali estavam os verdadeiros sabores, só que já era demasiado tarde!
A viagem continuou em direcção a norte (pela N221); o objectivo era visitar Mazouco. Neste troço quase não existem amendoeiras, a não ser à saída de Freixo até à Zona Industrial.
As gravuras rupestres de Mazouco nunca tinham sido visitadas por qualquer um de nós e, pela sua importância na arte do Paleolítico Superior, em Portugal e na Europa, merecem bem uma visita. As amendoeiras partilham com as oliveiras e laranjeiras, os socalcos entre Mazouco e o rio Douro. Para além da discussão carvalo-carneiro, a beleza da paisagem e a admiração de arte milenar, são um bom convite para uma outra rota À Descoberta das amendoeiras em Foz Côa e da arte do Vale do Côa.
No caminho de regresso, nas últimas casas de Mazouco virámos à direita, seguindo uma estrada (620) que nos coloca num belo miradouro sobre o Douro. Infelizmente as condições atmosféricas já não eram as melhores.
Seguimos à direita (de novo na N221) até à Estação de Freixo e depois à esquerda em direcção a Torre de Moncorvo. Neste troço da estrada até ao Carvalhal ainda há poucas amendoeiras em flor. Entrámos em Carviçais à procura de mais alguns Detalhes em Ferro.
Como não havia muitas amendoeiras com flor, fizemos uma visita ao bar na estação, no Larinho. É um bom espaço para tomar um refresco, ao fim da tarde.
Regressámos à estrada em direcção a Moncorvo. A XXIII Feira de Artesanato está prestes a encerrar. São já 23 feiras e eu visitei grande parte delas. Algumas das presenças são sempre interessantes de observar e saborear como os quadros feitos com escamas de peixe ou casca de alho e as tradicionais amêndoas de Torre de Moncorvo, outras já pouco dizem.
A viagem de regresso a Vila Flor é feita pela N325 até à ponte sobre o Sabor. Depois de se entrar no concelho de Vila Flor, depois da Junqueira, utiliza-se a N215, cheia de curvas mas com boas vistas panorâmicas. Estas são estradas a evitar no dia-a-dia, mas são as ideais para um calmo passeio, em busca de belas Amendoeiras em Flor.

Outras fotografias deste percurso:

22 fevereiro, 2009

Detalhes em Ferro 1

Quero agradecer aos que estiveram presentes, ontem, no Museu do Ferro, e a todos os que ainda vão passar por lá, durante o mês que se segue, para admirarem Detalhes em Ferro. Entretanto, chegou a altura do tema se estender ao Blogue. Os detalhes em ferro de hoje foram captados em Carviçais, freguesia que tem lindas varandas em ferro forjado, à espera de serem mostradas.

04 dezembro, 2008

17 setembro, 2008

Carviçais (II)


Cruzeiro em Carviçais.
27-07-2008

02 agosto, 2008

Carviçais


Algumas das coisas que me chamaram à atenção, na minha primeira visita a Carviçais.
27 de Julho de 2008