Mostrar mensagens com a etiqueta Adeganha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adeganha. Mostrar todas as mensagens

01 maio, 2012

Igreja de Adeganha - Pormenor


Pormenor do ponto mais alto da igreja matriz de Adeganha, no concelho de Torre de Moncorvo. Trata-se de uma igreja tardo-românica com um portal de transição românico-gótico. As figuras zoomórfica são frequentes, nomeadamente na cachorrada, mas esta cruz está no ponto mais alto da igreja, sobre o campanário. Vale a pena visitar.

12 fevereiro, 2011

10 julho, 2009

Capela de Nossa Senhora do Rosário



Pormenor da Capela de Nossa Senhora do Rosário, na Adeganha.

21 junho, 2009

Roupa lavada


Casa humilde na Adeganha.

14 setembro, 2008

P’ra lá do portão



P’ra lá do portão,
Onde o tempo se apaga,
E a luz se acende,
O espírito ascende.
Sobe a montanha,
Que o sol afaga,
P’ra lá do portão.
Porta da vida,
Entrada, saída,
Por lanças guardada.
Ponto de encontro,
Do tudo, e do nada.

06 setembro, 2008

Adeganha


Mesmo sem as técnicas de construção actuais, mantêm-se em pé e operacionais.
Adeganha, 7 de Junho de 2008.

27 julho, 2008

À distância de um olhar

É realmente fantástica a beleza que nos espera na beira da estrada, quando circulamos de carro! Olhando o que está mais próximo, ou desviando o olhar para o horizonte, explorando o pormenor ou o infinito. Foi o que eu fiz enquanto descia de Estevais até à Quinta da Portela. Com algumas fotografias fiz este arranjo. Pode ser que alguém goste dele para "papel de parede" do seu computador.

24 julho, 2008

À Descoberta de Estevais


No dia 7 de Junho de 2007 fiz uma curta passagem por Estevais. Eram sete da tarde e o sol que pairava sobre Vila Flor, trespassava a verdura da beira da estrada com os seus "sabres" de luz. Alguns pardais, atrevidos e alegres, penduravam-se nas espigas de um campo de aveia perto de cemitério. Os zimbros, abundantes por aqui, ganhavam tamanho, formas dignas de Cervantes, recortadas conta o azul difuso do Vale da Vilariça.
No povoado, tudo era calma. Uma velhinha, com um lenço ainda mais negro do que as suas roupas colocado desleixadamente sobre a cabeça, gozava a paz do entardecer, sentada numa cadeira de madeira.

Do meio de algumas ruínas e casas velhas saiu um jardim! Um jardim repleto de rosas, com cores vivas, daquelas que nem a câmara do Xo_oX regista. Havia tufos de mil e uma flores, de mil e uma cores, do azul carregado, ao branco puro da açucena. Estavam combinados os factores para um quadro de encantamento: luz, cor, silêncio e isolamento.
Captei rapidamente o momento com medo que a pouca luz se deixasse vencer pelo batalhão das cores, tornando-se estas mais saturadas, mas impossíveis de diferenciar no reino das sombras. Vaguei pelo centro da aldeia, qual mariposa tonta, em busca do néctar da vida.
Entrei na pequena capela, cheirava a limpeza recente. O chão granítico favorecia a frescura e as açucenas e malmequeres enchiam o pequeno espaço de perfume e as flores dos vasos cimeiros, artificiais, de inveja. Apesar do ar deteriorado das paredes a capela tem um altar muito bonito. Depois do vermelho e dourado da igreja da Cardanha, venho encontrar aqui o azul e o dourado, que não é uma pior combinação.

Ao centro está Nossa Senhora. Parece-me Nossa Senhora do Rosário que me lança um olhar de surpresa e de agradecimento. Surpresa pela minha presença neste local singelo e distante, agradecimento pelo meu respeito e veneração.
Segui em direcção à igreja, onde se venera S. Ciríaco. Admirei o seu campanário com pináculos e uma cruz ao centro. Admirei as suas linhas singelas de igreja do século XVIII, com alterações recentes, com o sol a iluminar o frontispício, que se elevava acima do mundano circundante. Continuei em frente. Entre algumas casas novas e palheiros com cheiro a estrume, cresciam mais algumas açucenas. Sentei-me num muro semi-destruido admirando a Criação. Só um grupo de privilegiados podem viver com tanta paz. Só um grupo de mais pequeno de eleitos podem parar para admirar e reflectir sobre isso.

Foi envolvido pela melancolia da magia das oito horas da tarde que cheguei ao Miradouro de S. Gregório. O silêncio era tanto que o obturador da máquina parecia um trovão! Era a hora de recolhimento e introspecção. Senti-me ganhar asas e parti por sobre o Sabor de encontro ao do Reboredo. Escorreguei pela cintilação da encosta e molhei os pés na Foz. Nadei no brilho das folhas das vinhas das Cabanas e desmaterializei-me, vale acima, perdendo-me numa brisa que subia a Serra de Bornes.

Entrei no carro, e, lentamente, regressei a casa, com medo de perturbar a harmonia do vale que, pouco a pouco se entregava à sombra, rendido, enfeitiçado pelos últimos raios de sol que douravam as espigas na beira do caminho.

01 julho, 2008

Panorâmica de Estevais


A fotografia de hoje, mesmo com imperfeições técnicas, mostra que não é necessário ser uma grande aldeia para ter brilho, receber bem quem visita e proporcionar bem estar aos que lá vivem. Fiquei encantado com a minha visita a Estevais, freguesia de Adeganha.

17 junho, 2008

E pintar com quantas cores o vento tem


...
Tu dás valor apenas às pessoas
Que acham como tu sem se opor
Mas segue as pegadas de um estranho
E terás mil surpresas de esplendor
Já ouviste um lobo uivando no luar azul
Ou porque ri um lince com desdém
Sabes vir cantar com as cores da montanha
E pintar com quantas cores o vento tem
E pintar com quantas cores o vento tem
Vem descobrir os trilhos da floresta
Provar a doce amora e o seu sabor
Rolar no meio de tanta riqueza
E não querer indagar o seu valor
...
Canção do filme da Disney, Pocahontas.

14 junho, 2008

Entre a ponte do Sabor e as ruinas da Vila Velha


O desafio de partir À Descoberta do concelho de Torre de Moncorvo, não tem nada de difícil, só é necessário partir. Desta vez escolhi dois motivos bastante próximos: a Ponte do Sabor e as ruínas da Vila Velha de Santa Cruz.
A tarde não estava muito convidativa. Quem vive ou já viveu em Moncorvo, sabe o que significa fazer calor, nestas paragens! Talvez por isso, o Rio Sabor já era frequentado por um número considerável de pessoas, a pescar, a brincar na água, ou mesmo a apanhar sol, que apesar de encoberto, cada vez que se mostrava, “queimava” a pele.

Parei o carro mesmo junto à ponte do Sabor, na EN325. Esta foi intervencionada recentemente, ao nível dos pilares, do tabuleiro, da pavimentação e dos passadiços marginais, estando agora com um aspecto impecável. A ponte mostrava já o peso da idade, apresentando mesmo algum risco ao trânsito. O seu futuro é incerto. Não “encaixa” no traçado do IP2, e, com a tão badalada Barragem do Sabor, corre o risco de ficar submersa. Na estrada, entre a ponte e a Quinta da Portela está marcada nas rochas, a cal, a cota 139 metros. Terá essa marcação algum significado? A ter, a água chegaria muito perto das casas da Quinta da Portela!

Desci ao rio a jusante da ponte. Um casal de aves de rapina fazia um gracioso bailado e enormes peixes debatiam-se nas águas pouco profundas sobre um banco de areia ali próximo. Penso que a época da desova já passou!
Disparei algumas fotografias em direcção à ponte. A sapata dos pilares foi reforçada e todas a juntas estão tapadas. Os sete arcos de volta redonda são desiguais. Há olhais rectangulares sobre cada um dos fechos dos arcos. Os passeios apoiam-se numa cachorrada, como a que existe em algumas igrejas! As guardas são de ferro, novas. As antigas foram substituídas na última interverção. A ponte foi construída na idade média, mas foi alterada no Séc. XIX. O seu aspecto a montante e a jusante, é bastante semelhante, à excepção dos contrafortes do arco central que apresentam reforços, a montante.

Na erva verde da margem do rio encontrei as primeiras flores de fel-da-terra (Centaurium umbellatum), com o seu rosa característico, que encontraria em quantidade no alto do cabeço.
A subida até às muralhas da antiga vila de Santa Cruz da Vilariça, Vila Velha de Santa Cruz da Vilariça ou Derruida, foi penosa. Caí na asneira de ir de calções. Além dos danos causados nas pernas, cheguei ao fim do passeio com quase meio quilo de sementes espetadas nas sapatilhas e nas meias, de cada pé! Apesar de a pujança de Maio e Abril já ter passado, ainda há muitas plantas em flor e rapidamente me esqueci das dificuldades, para começar a desfrutar do passeio. Encontrei muitas borboletas, abelhas, aranhas e toda a qualidade de bicharada. Também o cuco fazia ouvir o seu canto lá para os lados das Cabanas. O perdigão procurava parceira num monte próximo. À medida que ia subindo, ia-se alargando o horizonte e compreendi porque razão o homem aqui se fixou, desde o Séc. XII.

Não foi a primeira vez que visitei estas ruínas, já aqui tinha estado em 1992. Sempre gostei de passear nestas montanhas! Tinha prazer em fotografar os lírios em flor, que aqui abundam. Curiosamente encontrei frutos com sementes de lírio (Iris germanica), estava convencido que apenas se reproduziam por caules (rizomas)!
As ruínas da vila, que além das designações que já disse contou ainda com a de Vila Rica, Mesquita, Roncal e São Mamede, estão situadas num cabeço com 245 metros de altitude, entre a Ribeira da Vilariça e o Rio Sabor. Estranhamente poderá ter sido esta proximidade a tanta humidade que ditou a sua morte, contrariamente à lenda do ataque de formigas, que já tantas vezes ouvi contar.
No início do séc XIII Vila de Santa Cruz da Vilariça, recebeu, de D. Sancho II, uma carta foral que lhe concedia importantes isenções a regalias fiscais e penais. A mudança da população para Torre de Moncorvo deve ter-se dado no final desse século, sendo possível que os dois povoados tenham coexistido.

A localidade tinha muita importância, era sede de concelho na Idade Média, abrangendo parte dos actuais concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Torre de Moncorvo.
Percorri toda a plataforma antes de me dirigir ao ponto mais alto, ao centro. A muralha ainda está bastante preservada, tem vários metros de altura nalguns locais, sendo ainda intransponível. Há pontos em que se distingue mais de uma muralha. A poente são bem visíveis os restos de dois torreões, circulares, que deviam ladear a única entrada. Em vários pontos distinguem-se restos de paredes de casas e de caminhos.

Por fim, dirigi-me ao ponto mais elevado das ruínas. Aqui existem sepulturas escavadas nas rochas, junto do local onde se pensa ter sido a igreja. Ainda se distinguem algumas paredes e encontrei blocos de granito rusticamente aparelhados. Todas as muralhas e paredes interiores são construídas em xisto, por isso chama a atenção a existência de granito neste ponto. Também há argamassa presa a algumas pedras, não sei se se trata de cimento. É um sinal mais do que evidente da existência de uma construção até uma data bem recente. Não me admirava que depois da vila ter sido abandonada, aqui se tenha mantido a igreja, ou uma capela, durante vários séculos.

Já por diversas vezes aqui foram feitas escavações. É uma pena não haver um estudo mais aprofundado deste local. Imaginei-me a participar nas escavações, deve ser muito interessante esse tipo de trabalho. O local está em completo abandono. Cresce mato por todo o lado e, mesmo para aqueles que se interessem em o visitar, não é uma tarefa fácil. Pior do que subir ao local, que pode ser feito por um caminho partindo da Quinta da Portela, é a circulação em volta e no interior das muralhas. Nalguns lugares é mesmo impossível circular.
Do alto do cabeço tem-se uma vista ímpar sobre o vale. Procurei um lanço de muralha mais segura e instalei-me para saborear o final de tarde. Não pude deixar de sorrir com a velocidade com que os veículos circulam ao longo do vale! O som do acelerador a fundo perturba a calma do morro. Que feliz me sinto por poder desfrutar destes momentos de paz!
O sol foi-se encolhendo. A luz subiu pelo Reboredo acima com a mesma calma com que as águas do Sabor se diluíam no Douro, lá ao fundo, na Foz. Os insectos pareciam agitados, tentando aproveitar os últimos raios de sol. Também eu queria aproveitar todos os momentos. Liguei o flash e “persegui-os”, até nos momentos mais íntimos.

Quando só já havia silêncio em redor, desci a encosta, de novo em direcção à Ponte do Sabor.
Não me arrependi das escolhas que fiz para este passeio. Dividi-me entre a ponte e a vila, entre a água e a montanha, entre a história e a suposição, entre a beleza das pequenas formas de vida e a imensidão de um vale que nos surpreende e encanta, sempre que paramos para o olhar.

08 junho, 2008

À descoberta da Adeganha

Hoje (dia 7), a Descoberta levou-me até à Adeganha. Não podia ter feito melhor escolha. A freguesia da Adeganha é muito grande e cheia de história e estórias. Embora tenha passado em várias povoações, é nela que vou centrar hoje a atenção.
Apesar de situada a menos de 500 metros de altitude, quando se parte do Vale da Vilariça, a pouco mais de 150 metros de altitude, parece complicado chegar a Adeganha. Apresentavam-se-me duas alternativas: subir a N215 que passa na Junqueira, Noselos, apanhar a N611 na Eucísia, Gouveia, Cardanha e depois Adeganha; a segunda alternativa era perto da Ponte do Sabor, mais concretamente na Quinta da Portela, apanhar a mesma N215, subindo a Estevais, Cardanha e depois Adeganha. Distâncias à parte, porque de automóvel isso importa pouco, optei pela primeira hipótese. Não me arrependi. A paisagem é fantástica e é das melhores estradas panorâmicas do concelho. É pena que o troço de estrada no concelho de Alfandega da Fé, logo depois de Gouveia, quase nem mereça a denominação de estrada, de tão deteriorada que está.

Não me demorei muito no caminho, mas fiz algumas paragens rápidas, para tirar fotografias.
Quando cheguei a Adeganha fiquei surpreendido por ser um aglomerado habitacional tão pequeno. . Já estive uma vez na Adeganha, foi há mais de 15 anos, pouco me recordo. Parei antes de chegar à aldeia, num alto, junto ao depósito da água, na Rua das Cortinhas. Fiz uma “radiografia” rápida, marcando mentalmente alguns pontos a visitar.
As principais ruas estão muito limpas, calcetadas e a circulação é muito fácil. Parei no Largo da Capela, junto à Capela de Nossa Senhora do Rosário, onde há duas amoreiras carregadinhas de amoras negras.
Só a visão da capela, já justificava a visita. Na frente há um pequeno jardim, com gradeamento. Entre várias espécies de plantas aí existentes, há duas roseiras carregadinhas de flores, que dão um ar de subtil beleza. Mas há também a sineira, em arco de volta perfeita e os bonitos pináculos cilíndricos.

A minha vontade era descer rapidamente em direcção à igreja, mas controlei o impulso e segui pela Rua da Escola. A escola está, como tantas outras, praticamente abandonada, à espera de alguma utilização (a de Gouveia, já afecta ao turismo, não tinha melhor aspecto). Respirei fundo e subi pela Rua do Outeiro, a um cabeço (482 metros) de onde se avista toda a aldeia e muitos quilómetros de paisagem em redor. As condições atmosféricas não eram as que gosto para a fotografia, mas era para isso que eu ali estava.

Desci à aldeia e segui para a igreja, Monumento Nacional. O primeiro contacto trouxe-me à memória a Igreja de S. Salvador, no Castelo de Ansiães e a Igreja de Santa Maria, no Azinhoso, Mogadouro.
Depois de uma vista na fachada principal, procurei enquadrar de perto o baixo-relevo representando três mulheres, conhecido pelas Três Marias. Expostas a milhares de olhos desde o Séc. XII, deram origem a uma das mais curiosas histórias existentes no concelho de Torre de Moncorvo. A ideia de que duas das irmãs meteram a terceira numa fogueira, como vingança por ela fazer batota e ganhar todos os jogos de cartas, gritando “arde e ganha”, não deixa de ser curiosa. Não imagino três irmãs a jogar às cartas, no Séc. XII. Partilho da ideia de muitos outros, de que o que está representado é um parto. As duas “Marias” dos lados seguram a terceira Maria, que está de pé, a dar à luz. São visíveis pormenores da vagina e o criança é representada dentro de uma bolsa. Também a figura da criança no canto superior esquerdo tem uma explicação: tem a água e o pano necessários para o parto. O parto, é um momento doloroso e assustador para muitas mulheres. O medo leva-as a recorrer ao divino. Recordo-me de ver entre Mogadouro e Macedo de Cavaleiros uma capelinha da Senhora do Bom Despacho! Terá esta representação, ido ali parar por uma promessa de alguém que passou por grande aflição?
Gastei horas a registar os pormenores dos trabalhos em granito que existem em redor da igreja! Não sou entendido em história mas parece-me que o grosso da construção é do estilo românico notando-se pontualmente outros estilos. O portal é gótico.

É interessante olhar um a um os cachorros que sustentam a cornija. Representam rostos humanos mas também porcos, aves, ovelhas e touros. Há um total de quatro arcossólios com túmulos, três no alçado Norte e um no alçado Sul. A decoração das duas portas laterais também é muito interessante. Há ainda outros elementos decorativos que despertam a atenção: no alçado norte há um baixo-relevo que me parece representar um monge (há quem diga que é um guerreiro); no alçado Sul há um baixo-relevo com duas formas antropomorfas, uma delas deitada, outra ajoelhada; nos alçados laterais e fachada existem abaixo da cornija blocos de pedra salientes designados mísulas, algumas com feições antropomórficas, outras com motivos vegetais. Nestes blocos apoiariam traves que suportariam uma estrutura, criando uma área coberta, que serviria de protecção aos peregrinos que aqui pernoitariam no seu caminho para Santiago de Compostela.

A exploração do interior carece ainda de mais tempo. Apesar da simplicidade e da talha dourada ser muito posterior ao edifício, não faltam os motivos de interesse. Os dois altares que ladeavam o arco triunfal da capela-mor foram retirados, deixando à vista um conjunto de belos painéis de frescos pintados nas paredes.
No altar-mor existe de cada lado, um painel pintado representando S. Martinho e S. Lourenço.
Surpreendeu-me a forma geométrica de alguns elementos decorativos usados nas pinturas das paredes laterais e por detrás do altar-mor! Também atrás do altar, está escondido um fresco representando Santiago Maior mais conhecido por Santiago de Compostela.
No chão da igreja é bem visível uma sepultura datada de 1660.

Embriagado com esta viagem à história, abandonei a igreja e dei uma última volta pela aldeia: Rua da Lagareta, Rua da Capela, Rua do Eivado, Largo da Barreira, Rua Abílio Mateus, Rua Bernardo Magalhães… e um conjunto de becos e travessas. Gostei das placas identificativas das ruas: rústicas, artesanais, completamente enquadradas no ambiente.
Saí de Adeganha com a intenção de ir ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário. Depois de percorrer um longo caminho, pareceu-me que estava a descer demasiado em direcção à Junqueira. Achei que me tinha perdido e voltei para trás. Percebi depois que estava no caminho certo. Tenho pena de não ter ido ao santuário. Seria uma visita mais completa à Adeganha e também seria uma oportunidade de ver o Vale da Vilariça de um lugar privilegiado. Ficará para outro dia.

Da Adeganha segui para a Cardanha, depois para Estevais, À Descoberta do concelho de Torre de Moncorvo, terminando o dia no Miradouro de S. Gregório. Aprovei os últimos raios de sol, saturados de laranja, para fotografar a Foz, o Vale, o céu até o próprio sol, quando este esmoreceu.
Foi um tarde cheia de “descobertas”.